terça-feira, 4 de março de 2014

Conversas comigo mesma..Eu Yasmin..

"O silêncio é o melhor amigo da percepção ,ele te fala sobre os segredos dos ruídos da mente."

      
     " Somos muito mais felizes quando não nos cobramos tanto..."


       "Não importa quanto tempo você perdeu,o que importa é o tempo que você ira ganhar...VIVA."

.Fotografias: 
Daniel Giannechini

O Tempo..


Não há como prever o futuro ele está em constante construção ,a vida acontece conforme suas atitudes,ações,equilíbrio,você faz suas escolhas, o que você pode fazer é constantemente estar em alerta consigo mesmo observando seu melhor momento o Presente,estar Feliz hoje é ter um caminho para chamar de Seu ...Yasmin
Fotografia : Daniel Giannechini




Encontro..reencontro..


Procure um grande amor na vida e cultive-o, pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueça, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmo.Yasmin

" Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar."Augusto Cury



Entre passos e voos ...assim Eu sou...



As vezes necessito caminhar,em outros momentos necessito aprender a voar...
Ninguém vai andar ao seu lado,
A gente aprende a caminhar sozinho,
pode até ter o auxílio de alguma mão, um apoio, mas os passos são dados por você.
No meio do caminho, entre acontecimentos, atalhos e força, você percebe que precisa abrir uma brecha para a fragilidade se instalar.
E que chorar alivia a alma.
Mais do que isso:
Abrindo a janela pra fragilidade é que você descobre o quanto de força ainda resta para seguir em frente...
Neste momento estará  aberta ao Amor ...

                                                                                                                        



ESTRADA DA VIDA...

 
 
O avanço tecnológico nos permite ver e localizar várias partes do mundo em tempo real. Podemos saber, com uma precisão quase exata quantos quilômetros faremos em determinado tempo. Isso nos dá segurança, nos permite planejar.
Todavia, a estrada da vida de cada um continua uma incógnita. Planejamos, sim, mas sem poder afirmar quantos quilômetros poderemos ainda percorrer e nem o tempo que teremos para isso. Claro, esse desconhecimento do caminho não nos impede de ir adiante. Mas, por outro lado, faz por vezes que nos esqueçamos que não temos todo o tempo do mundo e vamos adiando certas pequenas coisas, talvez nem tão importantes em si, mas que nos fariam felizes.
Alguém me disse outro dia que o sonho de uma pessoa conhecida mundialmente e que deixou o mundo cedo demais era ir à Disneyland. E essa pessoa me disse: _ por que será que nunca foi? Eu respondi que é por que essa pessoa sempre achava que teria tempo para isso e deixava para amanhã, para o ano próximo ou, quem sabe ainda, para a velhice. Velhice essa que nunca alcançou...
A vida é uma estrada e cada minuto passado é irrecuperável. Cada sonho que temos, simples ou extraordinário, é um futuro que colocamos no coração. É um pedacinho de felicidade que almejamos e que, por vezes, pensamos poder deixar de lado para as outras prioridades da vida.
É possível que estejamos deixando a verdadeira felicidade para depois, como quem guarda o melhor para o fim, sem pensar que esse fim pode vir antes do que se espera ou que o cansaço da própria vida cause desânimo. Assim, os sonhos continuam sonhos, quimeras, felicidades impossíveis, intocáveis.
E o hoje passa que nem percebemos. Dizemos que a semana correu, o mês correu, o ano correu. E nós? Permanecemos nós, carregando muitos dos nossos sonhos feito balões suspensos por uma linha, pensando que amanhã ou depois os traremos para mais perto, que poderemos tocá-los e senti-los. E nem pensamos que uma hora ou outra nossas mãos se abrem e o vento carrega a vida que não vivemos.
A estrada da vida, mesmo se na nossa frente, continua uma incógnita. Mas somos nós os passantes.
E se nosso sonho é uma flor, que a colhamos! Se é uma viagem, que a façamos com o maior prazer! Se é estar com alguém, que estendamos então nossas mãos e apressemos nossos passos!
Não sei o que virá depois da próxima curva. Mas o que sei é que antes dela, cada um deve procurar fazer-se feliz. Depois, virá o que virá...

Letícia Thompson

Fotografia: Daniel Giannechini

domingo, 2 de março de 2014


CONSCIÊNCIA DA CENTELHA DIVINA

"Tudo pode abandonar-nos, podemos perder tudo, exceto nós mesmos.Então, por que não havemos de procurar em nós, pois é a única posse, a única certeza que temos verdadeiramente? Quer nos encontremos na terra ou no outro mundo, nunca nos separaremos de nós. Para permanecermos senhores da situação em todas as circunstâncias, todos dispomos de algo que nada nem ninguém pode tirar-nos. E o que nada nem ninguém pode tirar-nos somos nós. Na vida, na morte, estaremos eternamente conosco. Sim, é o que há de mais seguro, tudo o resto não é seguro e pode escapar-nos. E este "nós" que nada pode tirar-nos é a consciência da centelha divina que nós somos, portanto, a capacidade que recebemos do Criador e ocasiões que nos são dadas todos os dias para pormos essas capacidades em ação."

Omraam Mikhaë Aïvanhov

"A LIBÉLULA E A TARTARUGA" (Rubem Alves)

Fotografia : Daniel Giannechini



Uma libélula recém nascida, que pairava as suas leves asas sobre a água transparente do ribeirão, viu imóvel sobre uma pedra, uma tartaruga que tomava banho de sol. Espantada diante de uma criatura tão feia, pousou sobre uma folha de capim a fim de ver melhor. A tartaruga, achando que a libélula a estava admirando, começou a falar:
- Olá – disse ela.
A libélula levou um susto.
- Pensei que você estivesse morta, de tão parada.
- Já fui como você, minha criança, muito agitada, mas aprendi que é perigoso viver assim. Em você tudo é esbanjamento: asas vibrando, ir e vir nas costas do vento, voar sem cessar. Mas tudo isso faz mal. Quem se mexe muito morre logo. A vida é como a vela: há de se economizar para durar mais. Minha filosofia é simples: nunca ficar de pé, quando posso ficar deitada. Para simplificar, fico sempre deitada…
A libélula espantada de que alguém pudesse viver assim, ia perguntar se a vida vale a pena. Mas não deu tempo porque a tartaruga continuou a falar:
- Você ainda não aprendeu a lição do peso. Para se voar é preciso ser leva. Mas tudo o que é leve é frágil. As crianças gostam de empinar papagaios. Mas para subir no vento, eles têm de ser feitos com varetas finas de bambú e papel de seda. Por isso, acabam quase sempre enroscados em algum galho de árvore. Mas você nunca viu uma tartaruga enroscada num galho de árvore. Estão fora dos enroscos porque não se metem a voar, porque são muito pesadas e por isso ficam sempre junto ao chão. Somos prudentes. Voar é perigoso, exige leveza e fragilidade. Isso é coisa que fascina as crianças, mas não os adultos. Os adultos são graves. E grave é aquilo que respeita a lei da gravidade e gosta de ir para baixo. Como eu. Os adultos quando querem elogiar alguém dizem que ele é uma pessoa de peso. O contrário de peso? Leveza, bexiga solta no espaço. Quando se diz que alguém é leviano, isso não é um elogio, é uma ofensa. Leviano é quem não leva as coisas a sério, como as crianças. Quanto mais adultas, mais parecidas comigo.
A libélula ia dizer que ser leve é coisa muito gostosa, porque dá sempre uma enorme vontade de rir, mas se calou, com medo de ser acusada de leviana. A tartaruga não entenderia.
- E há também a necessidade de defesas – continuou a tartaruga – Veja o seu corpo, fino como um palito. O bico de qualquer pássaro pode cortá-lo ao meio. E suas asas? Lindas e fracas. Veja agora a minha carapaça. Nem martelo consegue quebrá-la. Você é mole, eu sou dura. Mole são as crianças, os palhaços, os poetas, os artistas. Duros são os generais, os banqueiros, os policiais, as pessoas importantes. Quando as crianças deixam de ser uma libélula para se tornarem uma tartaruga, os adultos dizem que elas ficaram maduras. Na verdade o que querem dizem é que ficaram armaduras. Coisa madura é coisa mole, gostosa, boa de se comer e se descuidar apodrece e acaba. Já a armadura é coisa que vara os séculos. Como eu, impenetrável, constante, sempre a mesma. Digna de confiança. Serei amanhã o que sou hoje. Quanto a você, não sei onde estará. As coisas leves passam. As duras permanecem. Ninguém diz que Deus é vento ou nuvem. Mas dizem que é rocha e fortaleza. Claro que as armaduras criam certos problemas. Fica difícil para brincar, pular, abraçar… Mas é o preço da sobrevivência.
Mas, as coisas não são tão seguras quanto parecem. O tempo e a água haviam feito crescer sobre a dura pedra em que a tartaruga se encontrava, uma lisa e escorregadia camada de limo. E um mísero, quase invisível mosquitinho entrou no nariz da tartaruga, o que lhe provocou um enorme espirro. Com o espirro a tartaruga escorregou e caiu, casco para baixo, perninhas para cima. Se fosse uma libélula ou uma coisas mais leve, teria sido fácil desvirar. Mas ela era pesada demais. Ficou presa de suas próprias defesas. As vezes, as armaduras se transformam em armadilhas. E lá ficou ela, indefesa, até que alguém a levou e a transformou em sopa deliciosa.
A libélula então voou ao sabor do vento, feliz de que ela fosse assim,
sem armaduras, tão leve e tão frágil…




Autoria: Rubem Alves